
Uma coisa que eu aprendi muito tempo atrás, mas que definitivamente, a partir de hoje, eu vou levar em conta e fazer a preza, é de que você sempre deve seguir os seus instintos. Os meus me falaram 'não sai hoje de casa. ta frio. você ta com sono. já são duas e meia.' e por aí vai. Mas eu resolvi mesmo assim ir dar mais uma volta por Sampa com o Mazão. Não tava fazendo nada mesmo. Mas eu juro ! Um minuto antes de sair, eu estava vendo 'Drácula 2000' ( alou, Gerard Butler, you so fine!) e eu senti que eu não devia sair que alguma coisa não muito legal ia acontecer. Quando eu entrei no carro, o Má meio que me falou que tava sentindo a mesma coisa. Mas, lá fomos nós, escutar Teenage Love Affair na Paulista. E foi passando na Augusta, que Mazão abaixa o som de repente, e fala 'você ta ouvindo isso ?' e eu ouvi. O pneu todo cagado. Ele saiu do carro, e olha só, o pneu tava furado ! Mas não só furadinho, ele tava anoréxico de tão vazio aquele bixo !
Paramos no primeiro posto, mas a chave que o Má tava usando era a reserva, e não abria o porta malas, ou seja, no pneu reserva pra gente. O moço do posto encheu o pneu e falou 'olha, vocês tem que correr agora, e ir enchendo o pneu em cada posto que vocês passarem, porque ele ta vazando, não vai aguentar muito.' E lá fomos nós, tentando ir rápido, mas o destino é cruel, e o pneu ficou vazio em, no máximo, um minuto. Não sei o nome da rua que a gente parou, mas paramos na frente do Hospital 9 de Julho. Porque o Má achou que era um Hotel, e a gente podia entrar pra comer alguma coisa. as três da manhã. Ele chamou o guincho, e nós entramos no Hospital.
"Vocês vieram pro Pronto Socorro ?'
"Hum... não. Nosso pneu furou, vocês tem alguma lanchonetezinha aberta ? Só enquanto o guincho não chega."
" Não, ela fechou as 23h e só abre as 7h da manhã. Mas nós temos umas maquininhas de comida ali no fundo. Nada substancial, só tranqueiras'.
Taca os dois contando moeda pra pegar um chocolate quente, uma coca e dois salgadinhos. As três da manhã. No pronto socorro.
Depois de rir da nossa situação, comendo as tranquerias no banco do hospital, decidimos sair e esperar o cara do guincho.
"Se ele não chegar em dez minutos... a gente espera mais um pouco." Foi a frase da noite.
Nós vimos um guincho passando, e ele parou um pouco mais pra frente. Os dois ficaram olhando, e eu pergunto " Esse não é o seu guincho ?"
" Não sei, não sei o nome da minha seguradora"
Qué, qué quéée´
Acamou que era ele mesmo, e nós ficamos um tempinho lá, esperando o moço colocar o carro no lugar. Nós entramos no guincho, nossa carona du jour, e eu juro, o homem tinha os bancos forrados com algum tecido felpudo roxo batata.
Nós ficamos esperando, enquanto o homem perguntava :
" Qual o seu nome ?"
"Marcelo."
"Preto ?"
" Quê ? "
(eu começo o meu ataque de riso, porque na minha cabeça, o homem perguntou a etnia do Marcelo.)
" Seu carro, é preto ?"
Blá blá blá, depois de uns dois minutos, os dois começam a ter ataque de riso abafado, porque é falta de educação rir na cara do moço. Mas não era dele que a gente ria, era da situação.
Depois de uma longa noite, chegamos no prédio do Marcelo, ele ainda foi pegar a chave do carro da irmã dele pr ame trazer pra casa, e Nena liga, bem na Espraiada. Brava, mas não era o fim do mundo. Graças a Deus minha mãe não ligou !
E é isso aí, amanhã talvez a gente vá comer um China in Box, depois dar uma volta a tarde, porque malandro não descansa, e essa malandra com certeza também não dá um tempo.
Ócio, teu nome é Rafaella e Marcelo.
Tá aí Bitch, postei agora porque eu fiquei no pique. se você quiser consertar alguma coisa conserte, ou posta o seu lado da história, mas não acho que vá ficar muito diferente...
É isso aí criançada,fiquem em casa terça de madrugada.